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O plástico pós-pandemia: o que acontecerá com o mercado?

mercado do plastico

Veja as projeções do mercado para 2021


Sim, 2020 foi um ano totalmente atípico. As projeções feitas em 2019 foram jogadas na lata de lixo com o advento da pandemia do novo coronavírus. Basicamente, o que se esperava é que 2020 fosse um ano de retomada da economia, um ano bom para o mercado nacional.

Agora, já em fevereiro de 2021, quase um ano após os primeiros dias da quarentena e dos fechamentos, a perspectiva da indústria plástica é outra e não tem nada a ver com o que era previsto lá em meados de 2019.

Sendo assim, nós reunimos algumas informações válidas para que você entenda qual é a situação do mercado do plástico para esse ano e como isso pode impactar o seu negócio.

Então, siga com a sua leitura e venha conferir!

O importante papel do plástico

Antes de irmos direto ao ponto, é importante mencionar aqui a importância do plástico no cotidiano da sociedade, principalmente em tempos de coronavírus.

Durante a pandemia, a matéria-prima se mostrou central e altamente importante. 

Mediante essa crise sanitária pela qual o mundo ainda está passando, o plástico tem sido adotado como um dos principais meios para evitar a propagação do COVID-19 em meio a ambientes com um número alto de pessoas, como em hospitais, centros de saúde coletiva e outros. 

Equipamentos têm sido produzidos para ajudar no distanciamento das pessoas, além do fato dos materiais descartáveis (como copos, canudos e similares) serem ideais para evitar a contaminação de uma pessoa para outra.

No nosso país, o setor de plástico movimenta cerca de R$78,3 bilhões anualmente. Segundo a ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), a produção física de plástico possui relação de 85% com o desempenho do PIB brasileiro.

Como anda o mercado internacional?

O mercado internacional impacta diretamente o nosso mercado, e por isso é necessário nos mantermos sempre atentos ao que ocorre por lá.

Nos EUA, o fornecimento está muito apertado e estoque bem baixo, e os especialistas apontam que a demanda alto e os preços acima da média deve continuar.

Além do mais, não há qualquer previsão de volta à normalidade a curto prazo, e a oferta de resinas nos EUA e também no resto do mundo continuará sendo impactada.

Na China a situação é similar: alta na demanda e o advento do fluxo marítimo.

Para somar a isso tudo, há uma pressão para que se eleve o preço do petróleo, o que pode impactar os preços da nafta petroquímica.

E o mercado nacional?

Como já dito anteriormente, a situação do Brasil está atrelada ao que ocorre no mercado internacional, sendo assim, o cenário é um tanto similar.

Aqui, o abastecimento de matérias-primas como PEBD, HD SOPRO E PP estão sob atenção, e existe uma limitação no volume de compra de resinas por parte das petroquímicas.

A situação é preocupante, principalmente pelo fato da cadeia das indústrias plásticas ser novamente surpreendida com novos aumentos, que só no ano de 2021, já somam 20% de reajuste e no acumulado de 12 meses mais de 110%. 

Ainda assim, a oferta de resinas está bem apertada em função da demanda global e das paradas para manutenção de algumas unidades da Braskem no Brasil e da Dow na Argentina.

Em função da menor oferta, os fornecedores de matéria-prima não estão conseguindo reposição de material, o que desencadeou uma diminuição considerável nos estoques da transformação, embora a demanda se mantenha em alta. 

Ou seja, resguarde o seu empreendimento e faça os seus pedidos com antecedência.

Os próximos meses serão bem desafiadores para a indústria plástica e também a todo tipo de empreendimento que tem o plástico como um item importante de sua atuação. 

Sendo assim, cautela, atenção e aumento da previsibilidade nos pedidos são o que devemos fazer.

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